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Búzio no JN

O som do mar ouve-se dentro da capela da Fortaleza na Póvoa de Varzim

No dia 22 de Fevereiro de 2024, O JN publicou uma entrevista, dentro do âmbito do programa do evento literário Correntes d’Escritas, sobre a instalação Búzio.

“Há uma programação que acompanha o debate literário do Correntes d’Escritas, que decorre na Póvoa de Varzim até domingo. A instalação sonora “Búzio”, do artista Helder Luís, acontece à margem do certame e permite ter a experiência de ouvir o som do mar dentro da capela da Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição.”

Visitar o artigo no JN

Inauguração da exposição “Sardinha”, na Póvoa de Varzim

Este exposição surge no seguimento da publicação do livro Sardinha que documenta a pesca do cerco, mais conhecida pela pesca da sardinha, e os homens que dela fazem parte. Durante quatro anos, no âmbito de uma residência artística na Póvoa de Varzim, Helder Luís percorreu o mar português a bordo de várias embarcações, a partir de quase todos os portos de pesca do país, acompanhando a vida no mar de muitas tripulações. Uma viagem sem guião, que coloca em evidência a dimensão nacional da pesca da sardinha, a pesca das pescas do mar português, mas também uma saga humana pouco mais do que invisível, a não ser quando há notícia de naufrágios ou quando se reabrem os debates sobre a escassez do recurso. 

Agora, no formato de exposição itinerante, imagens, infografias e outros conteúdos provenientes do livro sardinha chegarão a mais pessoas que poderão assim conhecer a dimensão e a arte da pesca do cerco.

A exposição foi inaugurada no dia 27 de junho, pelas 17 horas, no Diana Bar, na Póvoa de Varzim. A exposição ficou aberta ao público até ao dia 31 de Agosto de 2023.

Fotografias de Pedro Mesquita / CMPV

Abertura da exposição Sleeping Giants

©2023 José Carlos Marques

No dia 1 de Abril, foi inaugurada a exposição Sleeping Giants na Biblioteca Municipal Rocha Peixoto, na Póvoa de Varzim.

“Sleeping Giants” (Gigantes Adormecidos) fotografado na sua maioria durante o confinamento pandémico de 2021 em Portugal, foi a minha resposta à paisagem desoladora da cidade e ao silêncio que experienciei durante os meus passeios noturnos. Nessa altura, caminhava entre uma a duas horas, todos os dias, à noite, e, depois de algum tempo em busca de alguma sabedoria ou orientação, encontrei as árvores.
No início, os meus passeios situavam-se sobretudo à beira-mar, em boa parte devido à ligação ao trabalho de fotografia documental em que estou envolvido, mas um dia decidi aventurar-me pelas ruas vazias da cidade. Nessa altura não havia um único ser humano à vista e os poucos seres vivos ao meu redor eram as árvores. Então comecei a contemplá-las, a observá-las detalhadamente e, eventualmente, a fotografá-las.

O título é uma referência às árvores como gigantes. Não como as gigantescas Sequoias, mas, ainda assim, como enormes seres vivos, muito maiores do que nós e que experienciam a vida numa escala de tempo completamente diferente da nossa. Talvez devido a isso os percecionamos como sábios.
Seres adormecidos porque fotografei no inverno, altura em que a maioria das árvores já perdeu as suas folhas e, também, porque, durante a noite, mesmo as que guardam as folhas, depois de um longo dia de fotossíntese, relaxam os ramos e entram num estado que, na sua maior parte, se assemelha ao nosso padrão de sono. No entanto, no inverno a maioria hiberna.

©2023 José Carlos Marques

“Na língua da maré” book presentation

©2022 Helder Luís

The book “Na língua da maré” was presented November 19th in Lisbon. It’s going to be released during the month of December and presented in public during 2023 throughout Portugal.

“Challenged to produce a book, we propose that, in its 80 years, Mútua dos Pescadores celebrates these communities, their relationship with fishing and the sea, their history and their aspirations for a future in which this organization intends to continue to have a leading role. With the help of Mútua’s collaborators and associates, we intend, over these months, to get to know better the coastal territories of this country, many of its protagonists and to produce, from that experience, chronicles supported by text and image, for a work to be launched in the end of year.
The chronicles, (text and photography), may be about people, places, boats and other means of production; about maritime spaces and the activities that develop therein, be they old, trying to survive time, or recent, trying to gain their space, such as leisure-tourism, among others associated with what today is more widely is called the Blue economy. We will go looking for men and women, the old who resist, and the young who, against the tide, still seek the sea as a source of work. They will be texts and photographs that will not focus only on Mútua, but on the territories and those for whom it works, expressing, in the possible multiplicity, not only our relationship with maritimity, but also concerns of this organization in matters such as job security, economic and social justice, gender imbalances and others that affect seaside communities.
The book will be a gift from Mútua to maritime culture – for which, in other projects, Mútua has done so much, which will also be worth remembering. We hope that the result has a quality that allows this to be seen not only as an institutional work, but that it can be appreciated by the community in general, and reach bookstores. For us, as authors, it would be a stimulus to see the work go further”.

Mútua is the first and only Portuguese insurance cooperative, which celebrated in 2022 eighty years of history as Mútua de Seguros. From 2000 onwards, the mutualist experience in the fisheries sector accumulated over decades was joined by intervention in other maritime activities, such as recreational boating, maritime tourism, sport fishing or diving, and today it has answers for the protection of all people. and their assets, their homes, all economic activities, associations, public sector entities and the cooperative and social sector.

Exposição “Atlântico” no Museu Marítimo de Ílhavo

A minha última exposição, “Atlântico“, no Museu Marítimo de Ílhavo, está agora aberta. Venha visitar!

Obrigado ao Museu Marítimo de Ílhavo, Município de Ílhavo, Câmara Municipal da Póvoa de Varzim e Fujifilm por todo o apoio.

“Atlântico” é trabalho de fotografia documental da autoria de Helder Luís, que “aborda o mar como espaço para a exploração, a descoberta e a transformação pessoal e, finalmente, como um lugar para a interação humana a bordo de um barco: um pedaço de espaço flutuante, um lugar sem lugar, que existe por si só, que está fechado sobre si próprio, mas que ao mesmo tempo é abandonado à infinitude, ao longo de duas viagens com o Oceano Atlântico como pano de fundo”.
Este projeto tem como tema principal as duas viagens que Hélder Luís fez a bordo do “Íris do Mar”, um barco de Ponta Delgada (Açores). “A primeira viagem aconteceu em Junho de 2018 e teve a duração de quatro dias, entre o porto da Póvoa de Varzim e o porto de Ponta Delgada. A segunda viagem aconteceu quase um ano depois, entre o final de Abril e o início de Maio de 2019, e teve a duração de dez dias com origem e destino no porto de Ponta Delgada”.

Ler mais aqui:
Museu Marítimo de Ílhavo

Exposição colectiva “Eça: 26 anos depois. Visões. Património. Ficções”

Impressão de jactos de tinta, 90x120cm ©2021 Helder Luis

Fotografia do Caminho de Jacinto, Tormes, Santa Cruz do Douro.
Caminho percorrido por Eça de Queirós em 1892, quando visitou Tormes pela primeira vez. Este caminho foi decisivo e serviu de inspiração para o livro “A Cidade e as Serras“. Fotografado com uma câmera digital de alta resolução (102MP), Fujifilm® GFX100.

A inauguração contou com a presença do presidente do conselho de administração da Filantrópica – Cooperativa de Cultura, CRL, Dr. Luís Alberto Oliveira, que forneceu uma estrutura cronológica para esta exposição de arte contemporânea coletiva com curadoria de Ana Romero e que esteve aberta ao público a partir de 26 de julho de 2021, todos os dias, das 15h às 19h.
A exposição “Eça – 26 Anos Depois” – Visões, Património e FicÇões “apresenta obras de 26 artistas plásticos: Adelaide Morgado, Afonso Pinhão Ferreira, Alexandre Carvalho, Ana Lima, Ana Romero, Ângela Oliveira, Armando Rodrigues, Carla Maciel, Carlos Góis Pino, Domingos Leite de Castro, Eva Andrade, Fernando Sousa, Guilherme Maio, Helder Luís, Isabel Braga, Isabel Lhano, Isac Romero, José Rosinhas, José Ribeiro, Lianor de Gaspar, Marco Santos, Maria do Carmo Vieira, Maria Rosas, Pedro Oliveira, Renato Carneiro.

©2021 A Filantropica

Decidi basear-me na obra de Eça de QueirósA Cidade e as Serras, para conceber uma imagem para esta exposição e, percebi imediatamente que teria de me deslocar a Tormes, local que inspirou a obra e, morada da Fundação de Eça de Queirós, para a fazer. Passei um dia inteiro em Tormes, ab- sorvendo a paisagem e, fazendo-me acompanhar de um pequeno texto adaptado do conto Civilização e da obra A Cidade e as Serras de Eça de Queirós

“Os vales fofos de verdura, os bosques quase sacros, os pomares cheirosos em flor, a frescura das águas cantantes, as ermidinhas branqueando nos altos, as rochas musgosas, o ar de uma doçura de paraíso, toda a majestade e toda a lindeza. Deixando resvalar o olhar observe os vales poderosamente cavados (…) os bandos de arvoredos, tão copados e redondos de um verde tão moço e sinta, por todo o lado, o esvoaçar leve dos pássaros.”

Eça de Queirós

A minha intenção era experienciar o percurso que Eça de Queirós percorreu, quando se deslocou a Tormes pela primeira vez em 1892, para visitar a propriedade herdada pela sua esposa. Para tal decidi fazer o percurso pedestre que, de acordo com o relato do romance A Cidade e as Serras, tem início na estação de comboios junto ao rio, prolongando-se serra acima, por caminhos de natureza, até à propriedade. Primeiro fiz o percurso inverso, descendo até à estação, que demorou cerca de uma hora. A subida, por sua vez, demorou cerca de duas horas. Numa das poucas ocasiões em que parei para decidir que caminho tomar e aproveitar para descansar à sombra de um túnel de vegetação, a imagem que escolhi para representar o texto acima mencionado, apresentou-se nesse momento à minha frente.
Apesar da paisagem ter sido alterada irremediavelmente pela mão do homem, a natureza ainda domina a maior parte do vale e, quando nos embrenhamos pelos seus caminhos, por momentos somos transportados para a época em que Eça de Queirós os percorreu. O verde exuberante, o som da água a correr no riacho, o chilrear dos pássaros, o aroma da fruta madura ainda nos pomares… tudo isso continua lá, elevando-nos a um estado de união com a natureza.

Exposição “Atlântico” no Museu Marítimo de Ílhavo

A exposição “Atlantico” esteve para ser exposta de 21 de março de 2020 até 3 de maio de 2020 no Museu Marítimo de Ílhavo. Infelizmente, devido à situação pandêmica em Portugal (e em todo o mundo), o Município de Ílhavo foi obrigado a suspender todas as iniciativas até dia 5 de abril e exposição teve que ser adiada.

A exposição acabou por ser exposta de 20 de novembro de 2021 a 13 de março de 2022 no Museu Marítimo de Ílhavo.

“Margem” at Correntes d’Escritas 2020 event

In this exhibition I presented four images taken from a larger set of images, part of a project (“River“) that I intend to organize in the form of a book and an exhibition. Even so these four images form an interesting dialogue with each other, establishing relationships between the margin, its reflection and the river. They are a fragment, like a section of a river it is, and simultaneously part of a whole.
Interested in this context I work with the opposite margin as an object of contemplation and uncertainty. His reflection in the waters of the river and the mystery of the unknown represented by the bank that we cannot reach without immersing ourselves in the river, the tension of something so close, but at the same time unreachable without complete delivery, form images like windows for ours reflection and contemplation itself.

This project*, originally carried out in 2019 in the context of the artistic residency promoted by the Master of Photography and Document Cinema of ESMAD in Sever de Vouga, allowed me to think and represent the river not only as a physical element of the landscape, but as a living entity and part of our unconscious.
Symbolically, the river represents the flow of time and the natural flow of nature with all its cycles, transitions, transformations and passages. A river begins like a source of water at the top of the mountains, descending and insinuating itself through the valleys, losing in the lakes or in the seas.
This origin is always present throughout its journey through its banks. This duality between the river and the reflection of its origins interested me and tried to capture this duality by reflecting the trees and the mountain, on the revealing surface of the water.
There is a river for each person who plunges into it, and in the symbolic sense of the term, to penetrate a river, it is for the soul something similar to entering a body. Like the river, our body has a precarious existence, runs like water, and each soul has its private body, this ephemeral part of its existence… its river.
The river reminds us that we should advance forward. When we try to go back (living in the past) it is as if we are upstream in a futile attempt to challenge the natural flow of nature.
The river, during its long journey, symbolizes life in general and our life in particular. There are periods when the river passes, just like us, by times of turbulence, chaos and disturbance and suffers twists, curves and pauses, and then there are periods when the river flows peaceful, smooth and calm.
Finally, just like with each and each of us, the time comes for the river to finish its long trip. This is the moment when the river reaches its mouth crosses its biggest change and then being part of the great sea. This moment of transition to the river symbolizes to us our own moment of transformation that occurs when our long trip comes to an end. This is the moment when we also undergo a change to return and reintegrate part of this great consciousness to which we call divinity. The river is one of the most beautiful metaphors for this complex trip we call life!

* Photographed with a medium format digital camera (Fujifilm GFX-50R) courtesy of Fujifilm Portugal.

Correntes d’Escritas 2020

Exhibition brochure.

“Atlântico” com a Póvoa de Varzim no horizonte

A propósito da exposição “Atlântico” fui entrevistado pela TSF. Fica aqui o link para a página do artigo e a gravação da entrevista.

© Sara Gomes/Global Imagens

“Atlântico” é o nome do ensaio fotográfico da autoria de Helder Luís. Fotografias complementadas com um vídeo documentário e que estão também em livro com o mesmo nome.
“Atlântico” que é também o mar da Póvoa e que dezenas de pescadores enfrentam todos os dias. Helder Luís já embarcou em vários barcos para conhecer diversos tipos de pesca e regista para que não se esqueça aquilo a que chama de arte. É o registo de artes com arte, que ouvimos neste “Na Minha Praia”, na Póvoa de Varzim.
Helder Luís quer investigar, inventariar e divulgar o mar e a pesca.
Este designer, artista multimédia, músico e fotografo da Póvoa de Varzim apresentou em junho de 2018, no Museu de Arte Contemporânea de Serralves a instalação MAR. No mesmo ano, mas em novembro, com a instalação Under the Above, explorou a temática do afogamento e dos sentimentos de abandono e solidão em alto mar.
A exposição fotográfica com documentário “Atlântico” está no Museu Municipal da Póvoa de Varzim. Faz parte de uma residência artística de dois anos.

TSF