Sobre o autor
Helder Luís
Designer, fotógrafo, artista multimédia e músico.
Helder Luís, natural da Póvoa de Varzim, é designer, artista multimédia, músico e fotógrafo. Estudou design gráfico e tipografia e, desde 1996, trabalha para empresas e instituições em Portugal e no estrangeiro. Desde 2018 dedica-se à cultura marítima como fotógrafo documental, utilizando a fotografia, instalação e edição de livros para registar práticas costeiras, mudanças culturais e memórias coletivas. Em 2021 concluiu um mestrado em fotografia e cinema documental e hoje expõe regularmente o seu trabalho no âmbito da cultura marítima.

Estudou design gráfico e tipografia e, desde 1996, tem trabalhado para inúmeras empresas e instituições dentro e fora de Portugal, enquanto freelancer ou através da notype, a sua empresa de design gráfico e multimédia. O seu trabalho de design gráfico tem sido exposto em vários eventos nacionais e internacionais e publicado em diversas publicações, incluindo a revista Publish e o livro Marcas & Trademarks PT, em que figuram várias marcas desenhadas por si ao longo dos anos.
Como artista multimédia desenvolveu inúmeros trabalhos, individualmente e em grupos, como Ginsonic (com Dario Oliveira e Miguel Dias), Houselab (com João Paulo Feliciano, Rafael Toral, Rui Toscano e Rui Gato), Landscape (com João Pedro e Sérgio Gomes) e System Modular (com João Santos e Carlos Lobo), entre outros.
Como músico, integrou alguns projetos, incluindo Clockwork, e atuou também a solo como músico experimental, explorando a guitarra como gerador de som em trabalhos como Background Noise.
Colaborou ainda, como artista, designer multimédia ou consultor, com artistas como Cesário Alves, João Baldessari, João Carrilho, João Paulo Feliciano, Julião Sarmento, Lawrence Weiner, Rafael Toral, Rui Horta, Rui Toscano, entre outros.
Apresentou o seu trabalho artístico em exposições individuais e coletivas, bem como em eventos e instituições como Art Attack, Bienal da Maia, CAM/ACARTE, Correntes d’Escritas, Curtas, Dança do Brasil (Rio de Janeiro), ESAD, ExperimentaDesign, Expo2000 (Hannover), Fonoteca, Fundação Calouste Gulbenkian, Porto2001, Museu de Arte Contemporânea de Serralves, Festival de Música Clássica de Ravinia (Chicago), Rivoli, Silo – Espaço Cultural, entre outros.
Em junho de 2018, apresentou a instalação MAR no Museu de Arte Contemporânea de Serralves, que abriu as portas à exploração do tema do mar, da pesca e da cultura marítima. Desde então, tem fotografado, filmado e captado som a bordo de vários barcos ao largo da costa de Portugal continental e dos Açores.
Em novembro de 2018, apresentou a instalação Under the Above na Solar – Galeria de Arte Cinemática, uma peça que explora o tema do afogamento e o sentimento de abandono e solidão em alto mar.
Em 2019, iniciou a residência artística MARPVZ19/20 apoiada pela Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, da qual resultaram múltiplos projetos documentais e artísticos dentro do tema da cultura marítima.
Em julho desse mesmo ano, publicou o seu primeiro livro de fotografia, Atlântico, que documenta as viagens a bordo do barco Íris do Mar, a partir de Portugal e ao largo dos Açores.
Em 2021, concluiu o Mestrado de Fotografia e Cinema Documental na ESMAD.
No final de 2022 publicou o livro Na lingua da maré, uma obra com gente dentro e que sente o pulso do sector marítimo, juntamente com Abel Coentrão para a cooperativa de seguros de pesca Mútua dos Pescadores.
No início de 2023 publicou o livro Sardinha, o seu maior projeto de fotografia documental, até à data, dentro da temática da cultura marítima. Um livro que demorou 4 anos a produzir ao longo da costa portuguesa, a bordo de barcos de pesca do norte do país, e que documenta a pesca do cerco em Portugal.
No início de 2024 apresentou a instalação sonora Búzio, uma reflexão sobre a memória e a nossa relação com o mar.
Em maio desse mesmo ano publicou o livro Rumo à Pesca, um ensaio fotográfico sobre um dos barcos mais antigos da pesca do cerco.
No final do ano, concluiu a especialização em Estudos do Mar, Estratégia e Segurança Global da Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa.
Em maio de 2025 apresentou em Vila Chã, sob a forma de uma exposição de fotografia documental, o projeto Assim no Mar como na Terra. A exposição fez pare do programa da Semana do Pescador de Vila do Conde.
Entre junho e agosto do mesmo ano produziu o vídeo imersivo Portugal – Mar Eterno, apresentado em setembro no Pavilhão de Portugal da Expo2025, em Osaka, Japão.
Atualmente está envolvido em vários projetos documentais e artísticos dentro da cultura marítima e em outras áreas do seu interesse pessoal. Mantém uma atividade expositiva regular, com mostras simultâneas em diferentes locais do país ao longo de todo o ano. Continua também a compor e a produzir música individualmente e em projetos coletivos, como Diaporama (com Cesário Alves, Mariana Sardon e Miguel Pipa) e Uma Força Invisível (com Miguel Pipa). Recentemente compôs a música para o filme Suave Mar (2025), de Sara N. Santos.