
No passado sábado, 4 de Outubro de 2025, foi inaugurada no Museu de Portimão a exposição Sardinha – o sem fim da pesca do cerco, de Helder Luís.
A ocasião contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Portimão, Álvaro Bila, da chefe de Divisão dos Museus e Património, Isabel Soares, do diretor da Confraria Gastronómica da Sardinha de Portimão, Júlio Ferreira e ainda, de mais uma dezena de confrades da Sardinha que quiseram marcar presença para celebrar a sardinha de Portimão.
A mostra estará patente ao público até 23 de Novembro de 2025.
A exposição conta com o apoio da Confraria Gastronómica da Sardinha de Portimão e do Município de Portimão, através do seu Museu de Portimão.

Resultado de um projeto de fotografia documental desenvolvido entre 2018 e 2022, a exposição mergulha no universo da pesca do cerco — uma epopeia quotidiana, quase invisível, que sustenta comunidades costeiras ao longo de todo o país. O trabalho deu origem também ao livro Sardinha, publicado em 2023, e foi iniciado no contexto da residência artística MARPVZ19/20, dedicada à cultura marítima e apoiada pelo Município da Póvoa de Varzim.
Ao longo de quatro anos, Helder Luís acompanhou dezenas de viagens em barcos da Póvoa de Varzim, das Caxinas e de Vila do Conde, observando e fotografando a vida a bordo, os gestos da faina e a força dos elementos. O projeto reúne fotografias, textos, infografias e desenhos técnicos, revelando tanto a dimensão coletiva da pesca como a experiência individual dos homens que diariamente enfrentam o mar.
Não se pode compreender a pesca da sardinha sem conhecer os pescadores que perseguem o peixe e o pescam num mar infindável ao longo da costa. Documentar esta arte é também dar rosto às suas vidas, à incerteza e à coragem que carregam.
Mais do que registo, a exposição propõe uma reflexão sobre a continuidade desta atividade, sempre marcada pelo equilíbrio precário entre a abundância da sardinha e a sobrevivência das comunidades piscatórias.


